domingo, 25 de janeiro de 2009

Humildade...


Senhor, fazei com que eu aceite
minha pobreza tal como sempre foi.

Que não sinta o que não tenho.
Não lamente o que podia
ter
e se perdeu por caminhos errados
e nunca mais voltou.


Dai, Senhor, que minh
a humildade
seja como a chuva de
sejada
caindo mansa,

longa noite escura
numa terra sedenta
e num telhado velho.

Que eu possa agradecer a Vós,
minha cama estreita,
minhas coisinhas pobres,
minha casa de chão,
pedras e tábuas remontadas.
E ter sempre um feixe de lenha
debaixo do meu fogão de taipa,
e acender, eu mesma,
o fogo alegre da minha casa
na manhã de um novo dia que começa.
(Cora Coralina
)








Um comentário:

Anônimo disse...

Obrigada pelo convite. Muito interessante esse trabalho.